segunda-feira, 24 de maio de 2010

Inclusão de Pessoas Cegas na Escola e no Mundo Digital

Olá pessoal,
Irei apresentar neste trabalho o Projeto de inclusão de pessoas cegas na escola e no mundo digital, realizado pelo Núcleo de Ensino de Guaratinguetá, que teve como propósito ampliar e aprofundar os conhecimentos dos graduandos e docentes da Rede Oficial de Ensino quanto ao atendimento escolar de pessoas com deficiência visual. O projeto proporcionou a formação de novos multiplicadores capazer de transmitir o novo conhecimento adquirido e ainda o aumento na quantidade de pessoas aptas a trabalhar com a grafia Braille e o sistema DOSVOX.
Diante da realidade na qual a nossa sociedade se encontra, está claro que o professor precisa estar aberto e se adequar às necessidades de seu aluno. A capacitação e a formação docente podem atingir o maior número de profissionais e sensibilizá-los para a verdadeira inclusão.

Responsavel pelo curso:

O curso em questão foi ministrado pela professora e pedagoga Luciane Maria Molina Barbosa, deficiente visual, com atuação no ensino de deficientes visuais. Realiza trabalhos voltados à alfabetização Braille, reabilitação, apoio escolar e informática com softwares de voz. É também palestrante sobre o tema inclusão e deficiência visual.

Como não podemos falar de leitura voltada para deficientes visuais sem citar Louis Braille (1809-1852) , vamos ver abaixo um resumo sobre quem foi este estudioso:

Sabe-se que há quase 200 anos nascia na França, Louis Braille, um ilustre cidadão que não se desanimou diante das dificuldades enfrentadas para estudar, criando um sistema de leitura e escrita tátil e levando o conhecimento até a ponta dos dedos daqueles que, como ele, não conseguiam entrar em contato com a informação impressa em tinta no papel.
Era Francês, e na infância, ao brincar na oficina do pai, Louis teve um acidente com uma ferramenta pontiaguda, ferindo-se nos olhos e acarretando a cegueira total. Na tentativa de que Louis tivesse uma vida normal, os pais do garoto matricularam-no numa escola local. Destacando-se por sua enorme facilidade de aprender, Louis Braille ganhou uma bolsa de estudos no Instituto Real de Jovens Cegos de Paris. Já dentro do Instituto e inconformado com o método de ensino para cegos, que consistia na memorização de conceitos, o jovem garoto baseou-se num código utilizado entre os militares para a comunicação noturna e começou o esboço do que seria o Sistema Braille.

Dicas de relacionamento aos cursistas

Se encontrar algum deficiente visual que precise de ajuda, identifique-se, faça-o perceber que você está falando com ele e ofereça auxílio. Caso sua ajuda como guia seja aceita, coloque a mão da pessoa no seu cotovelo dobrado. Ela irá acompanhar o movimento do seu corpo enquanto você vai andando. Importante: À medida que surgirem obstáculos no caminho, deve-se informar antecipadamente ao deficiente visual. Para ajudar uma pessoa cega a sentar-se, você deve guiá-lo até a cadeira e colocar a mão dela sobre o encosto da mesma, informando se esta tem braço ou não. Importante: Deixe que a pessoa sente-se sozinha.

Sistema DOSVOX

O Sistema DOSVOX foi criado a partir da necessidade de inclusão do aluno Marcelo Pimentel, deficiente visual, estudante da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sob a supervisão do professor Antonio Borges, no ano de 1993. DOSVOX é um sistema computacional que se destina a facilitar o acesso do deficiente visual em microcomputadores através do uso de síntese de voz. Por esse sistema é possível observar um aumento muito significativo no índice de independência e motivação das pessoas com deficiência visual, tanto no estudo, trabalho ou interação com outras pessoas.